Um convênio assinado ontem (9) pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e prefeitura de São Bernardo prevê a limpeza das bocas-de-lobo de ruas da região central da cidade e da Vila Vivaldi, na região do Rudge Ramos, como forma de evitar os alagamentos nestes pontos. A parceria não demandará recursos dos cofres públicos municipais e terá duração até o fim deste mês.
Pelo contrato, a companhia estadual vai fornecer maquinários especializados nas limpezas de bueiros e a administração municipal ficará encarregada pela mão-de-obra que atuará neste serviço. Servidores da Secretaria de Serviços Urbanos (SSU) receberão emprestados dois caminhões antivácuo (para sucção de resíduos secos ou pastosos de qualquer natureza), quatro caminhões basculantes e uma retroescavadeira.
“A princípio, o convênio vai até o fim de março, que é o mês em que se encerra o período de chuvas. Mas se o dilúvio visto nos últimos meses continuar a acontecer, nada impede de a gente sentar e conversar novamente”, destacou José Cloves, secretário da SSU. Segundo o comandante da pasta, a parceria envolverá a retirada de lixo de aproximadamente três mil bocas-de-lobo.
De acordo com a administração municipal, a limpeza dos bueiros foi efetuada durante o ano passado, mas o alto volume de precipitações no fim de 2009 até fevereiro de 2010 causou o entupimento de boa parte dos compartimentos para evacuação da água. “São Bernardo, no Estado, teve a maior concentração de chuvas. Se formos pegar todo o histórico de chuvas na nossa cidade, a quantidade vista foi três vezes maior que a normal”, comentou o prefeito Luiz Marinho.
Críticas - Paulo Massaro, diretor metropolitano da Sabesp, minimizou as críticas dos vereadores de São Bernardo sobre a atuação da autarquia estadual no município. No mês passado, os recorrentes casos de vazamentos não concertados e interrupção de fornecimento de água geraram protestos da Câmara, que chegou a cogitar até a convocação de representantes da Sabesp para prestar esclarecimentos sobre os investimentos feitos na cidade.
“Eles têm todo o direito de reclamar. E a Sabesp está prontificada a atender esses parlamentares. Se eles querem que a gente preste informações sobre nossa atuação em São Bernardo, vamos fazer isso. Se houver uma convocação, a Sabesp vai sem o menor problema”, contemporizou Massaro. Coincidentemente, após o início dos protestos na Casa, a autarquia aumentou de R$ 90 milhões para R$ 488 milhões o repasse de investimentos em São Bernardo nos próximos seis anos.
Recursos – Marinho também se reuniu com o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que prometeu intervenções de R$ 50 milhões no sistema da cidade. “Ainda não temos os setores definidos, mas queremos despender uma boa quantia em São Bernardo”, resumiu Skaf.
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