A primeira reunião da Frente Parlamentar Regional deu mostras que os presidentes das Câmaras Municipais do ABC terão muito trabalho neste ano. Além da pouca participação (apenas dois líderes de Legislativos), o colegiado divulgou uma análise do Cepam (Centro de Estudos e Pesquisa de Administração Municipal) recomendando que a Frente não pode ganhar um corpo jurídico constituído, desejo dos presidentes das Câmaras.
No relatório, os técnicos da entidade afirmam que o Consórcio Intermunicipal Grande ABC é o responsável pela articulação regional dos municípios. Em sua justificativa, o presidente da Câmara de São Bernardo, Otávio Manente (PPS), diz que o órgão regional é encabeçado pelos prefeitos, e que os Legislativos poderiam ter uma personalidade jurídica independente. O Cepam, por sua vez, aconselhou a Frente a debater a existência de um Fórum dentro da organização intermunicipal para a transmissão das propostas dos vereadores.
“A gente quer buscar nosso espaço na região, até por isso não fiquei frustrado com a indicação do Cepam. Vamos conversar com o (Clóvis) Volpi (novo presidente do Consórcio) para a viabilidade desta espécie de fórum”, disse Rogério Santana (PT), presidente da Câmara de Mauá. Além do petista, apenas Geraldo Aparecido Juliano, o Sargento Juliano (PMDB), do Legislativo de Santo André, compareceu ao encontro. Manente e o chefe da Casa de São Caetano, Gérsio Sartori (PTB), enviaram representantes. Edson Savietto, o Banha (PDT), de Ribeirão Pires, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), de Diadema, e Edvaldo Guerra (PV), de Rio Grande da Serra, sequer mandaram assessores.
A próxima reunião deverá acontecer na semana que vem, sem data definida. O objetivo da nova conversa é discutir uma saída política e jurídica para a efetivação da Frente Parlamentar. “Não queremos que os próximos presidentes acabem com o projeto”, salientou Santana.
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