Para evitar mais problemas e bate-bocas, o presidente do Legislativo de São Bernardo, Otávio Manente (PPS), voltou na decisão da última terça-feira (2) e suspendeu o contrato da TV Câmara da cidade, até que seja apresentada uma nova proposta, com menor custo, tempo de programação e número de funcionários.
A mídia legislativa foi causadora de uma verdadeira indigestão entre o presidente, membros da mesa diretora da Casa e os vereadores petistas Paulo Dias e Wagner Lino, que foram contundentes em contestar os caminhos usados para a definição da TV.
“Preferi suspender o processo e realizar as alterações para que os custos sejam melhores e tudo fique explicitamente dentro da lei, assim como está fazendo”, disse o presidente da Casa, que rechaçou estar chateado com os petistas, mas desabafou: “Fui mais respeitado pela oposição do que por alguns vereadores do PT”, concluiu.
Com o recuo, Manente pretende que a TV volte a ser consenso dentro da Casa, já que o novo processo será semelhante ao de uma licitação, na qual os parlamentares poderão apreciar as novas propostas, agora com período de duração de 4 ou 6 horas, ante as 8 horas definidas pelo acordo suspenso.
Contudo, o presidente do Legislativo afirmou que muito foi falado sem o conhecimento dos fatos e com pouco embasamento, uma vez que o documento assinado apenas deliberava o início da tramitação do processo de contratação da Fundac (Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação). “Tive tranquilidade e continuarei tendo durante todo o processo. Sempre fui transparente com os vereadores. Os vereadores não tomaram ciência das coisas e falaram o que não deveriam”.
A TV Câmara custaria para os cofres da Casa mais de R$ 9 milhões ao ano.
Cassação – O presidente da Casa confirmou que recebeu da Justiça Eleitoral o pedido de cassação do mandato do vereador Ramon Ramos (DEM). O parlamentar cumpre pena alternativa por porte ilegal de arma. Manente informou que enviou o documento ao departamento jurídico da Câmara para ser orientado ao que deve ser feito.
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