Saúde
Governo libera R$ 165,6 mi para Hospital Mário Covas
e Hospital de Diadema
Os recursos fazem parte do montante de R$ 1,75
bilhão que será destinado a 49 hospitais, centros de saúde
e AMEs gerenciados por OSS
Da redação
A Secretaria de Estado da Saúde irá enviar em 2009 R$ 165,6
milhões para o Hospital Mário Covas, em Santo André,
e para o Hospital Geral de Diadema. Os recursos fazem parte do montante de
R$ 1,75 bilhão que será destinado a 49 hospitais, centros de
saúde e AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades)
gerenciados por OSS (Organizações Sociais de Saúde),
entidades sem fins lucrativos do terceiro setor.
Do total de recursos, o maior valor será destinado ao Instituto do
Câncer do Estado de São Paulo "Octavio Frias de Oliveira",
que receberá R$ 113 milhões. O Hospital Estadual Mário
Covas de Santo André tem o segundo maior orçamento, com R$ 93,6
milhões no próximo ano. Na capital o Hospital Geral de Pedreira
terá R$ 92 milhões, seguido pelo Hospital Geral do Grajaú,
com orçamento previsto de R$ 84 milhões. Para o Hospital de
Diadema, serão repassados R$ 72 milhões.
"O trabalho das Organizações Sociais em São Paulo,
iniciado há 10 anos, virou exemplo para o Brasil. A parceria por meio
de contratos de gestão com essas entidades e o acompanhamento das metas
previstas são a receita de um atendimento ágil e eficiente,
com otimização de recursos para os cofres públicos",
afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas
Barata.
Livre das amarras da legislação que engessa a gestão
pública, os hospitais estaduais atualmente sob o modelo de OSS têm
maior autonomia e liberdade no gerenciamento de recursos humanos e aquisição
de materiais ou insumos, assegurando a necessária agilidade e conseqüente
eficiência da gestão. Aliam a flexibilidade da gestão
privada aos parâmetros de qualidade dos hospitais públicos estaduais.
Levantamento da Secretaria aponta que os hospitais gerenciados por OSS atendem
25% mais pacientes e gastam 10% a menos, proporcionalmente, na comparação
com as unidades de administração direta. O Bando Mundial também
divulgou estudo comparativo que aponta o modelo de OSS como exemplo viável
e extremamente positivo para a gestão de hospitais públicos.
Os parceiros da Secretaria no gerenciamento de hospitais e AMEs são entidades com tradição na área da saúde, conhecidas da população, como Associação Congregação de Santa Catarina, Casa de Saúde Santa Marcelina, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Unifesp e Fundação ABC, entre outras.